Seja Voluntário no CRER!

Olá, tudo bem?
Hoje, vou falar um pouco sobre o CRER –  Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo que a cerca de 7 anos tem sido muito importante na minha vida, por me  com excelentes profissionais competentes e qualificados como Fonoaudiólogos, Assistentes Sociais, Otorrinos que me ajudam a cuidar dos meus ouvidos.
 De acordo com a página oficial do CRER,  é um dinâmico hospital que oferece atendimento humanizado e especializado em reabilitação às pessoas com deficiência física e/ou auditiva, exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde – SUS. Desde sua fundação, em 2002, o CRER tem se firmado como referência pela lisura, responsabilidade e transparência.
Uma falha no CRER, é a deficiência em atender os pacientes de acordo com a hora marcada, e que demora bastante. Mas meu objetivo principal é falar do programa de voluntariado.

O projeto  de voluntariado do CRER, “Voluntários que Creem”, foi criado em 2005 a partir do compromisso e sensibilidade de pessoas dispostas a ajudar e oferecer atenção e cuidados aos pacientes do Hospital. O objetivo é contribuir com a população e dedicar tempo e esforços em tornar cada vez melhor a vida de quem mais precisa.

O voluntário do CRER não atua em áreas técnicas, estágio curricular ou de aperfeiçoamento, somente em ações sociais como Posso Ajudar, Recreação, Arteterapia, Corte de Cabelo, Manutenção de Cadeiras de Rodas, Apoio Espiritual e Oficina de Artesanato. O trabalho voluntário não é remunerado e também não possibilita ingresso ao quadro de colaboradores do Hospital.



Para se tornar voluntário do CRER alguns requisitos são necessários, como ter mais de 18 anos, condição e aptidão física para realizar o trabalho, estabilidade emocional, facilidade de comunicação, adaptação do trabalho em equipe, responsabilidade, discrição, comprometimento, dedicação ao trabalho e disponibilidade para, no mínimo, uma vez por semana.

A prática do voluntariado é uma atividade que beneficia ambas as partes envolvidas, além de promover um resultado potencialmente positivo para o voluntário, paciente e Instituição. Em breve, eu mesmo quero participar com quem sabe a Língua de Sinais.

Se interessou? Informações sobre o projeto  de voluntariado do CRER

: voluntariado@crer.org.br / (62) 3232-3054.

Conhece outras maneiras ou outros orgãos? Conte para gente.
Um grande abraço!

Ver é ouvir!

     Imagine-se num país estrangeiro, numa sala de vidro, à prova de som. Você nunca ouviu a língua falada local. Todos os dias, as pessoas do lugar vêm até você e tentam falar-lhe através do vidro. Você não consegue ouvir o que falam. Apenas vê o movimento dos seus lábios.
     Percebendo que você não as compreende, elas escrevem aquelas mesmas palavras num papel e lhe mostram através do vidro o que escreveram. Eles acham que você devia poder entender o que está escrito.
     Como acha que se sairia? Para você a comunicação seria, a bem dizer, impossível nessa situação. Por quê? Porque o que está escrito representa uma língua que você nunca ouviu. Essa é exatamente a situação da maioria dos surdos.

      Há muitos conceitos equivocados a respeito dos surdos e da língua de sinais. Vamos esclarecer alguns deles. Surdos podem dirigir automóveis. A leitura labial pode ser muito difícil para eles. A língua de sinais não tem nada em comum com o braile, e não é simples mímica. Não existe uma língua de sinais universal. Além disso, os surdos têm diferentes “sotaques” de uma região para outra.
      Os surdos conseguem ler? Embora alguns leiam bem, a vasta maioria dos surdos acha difícil ler. Por quê? Porque a página impressa origina-se de uma língua falada. Considere como uma criança com a capacidade de ouvir aprende uma língua. Desde o momento que nasce, ela está rodeada de pessoas que falam a língua local. Ela logo consegue combinar palavras e formar sentenças. Isso acontece naturalmente apenas por ouvir a língua falada.     
      Assim, quando crianças ouvintes começam a ler, é apenas uma questão de aprender que os símbolos negros na página correspondem a sons e palavras que elas já conhecem.

A língua de sinais é o meio de comunicação ideal para os surdos. A pessoa usa sinais para definir elementos no espaço ao redor de seu corpo. Seus movimentos nesse espaço e suas expressões faciais seguem as regras gramaticais da língua de sinais. Surge assim uma língua visual que possibilita transmitir informações aos olhos.
      De fato, quase todo movimento que um surdo faz com as mãos, o corpo e a face enquanto sinaliza tem significado. As expressões faciais não são feitas apenas para causar impacto dramático. São parte importante da gramática da língua de sinais. Para ilustrar: Uma pergunta feita com as sobrancelhas levantadas pode indicar tanto uma pergunta retórica como uma que exija sim ou não como resposta. As sobrancelhas abaixadas podem indicar perguntas, tais como: quem?, o quê?, onde?, quando?, por quê? ou como?. Certos movimentos da boca podem sugerir o tamanho de um objeto ou a intensidade de uma ação.     
     O modo como um surdo movimenta a cabeça, ergue os ombros, contrai as bochechas e pisca os olhos acrescenta sentido à idéia que está sendo transmitida.
Esses elementos se combinam para criar um banquete visual para os olhos. Com essa rica forma de expressão, os surdos que conhecem bem a língua de sinais estão equipados para transmitir qualquer conceito — do poético ao técnico, do romântico ao humorístico, do concreto ao abstrato.


Fonte: Biblioteca OnLine da Associação Torre de Vigia, artigo: w09 15/8 pp. 24-27.