O alfabeto da Língua Brasileira de Sinais

Este é o alfabeto manual da Língua Brasileira de Sinais, e é também a primeira lição a aprender para conversar com pessoas surdas. Vamos aprender?

O alfabeto da Língua Brasileira de Sinais Fonte: Reprodução

 

Você sabia:

  • Sabia que cada país tem a sua Língua de sinais?
  • Nem todos os surdos se comunicam em Língua de Sinais?
  • No Brasil, a Língua Brasileira de Sinais é a segunda língua oficial do país?

Leia também:

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Ser surdo: A vida como ela é!

Baseados em fatos reais:

Imagine que está num país que em você desconhece a língua falada local. Além disso, você está preso dentro de uma sala fechada de vidro, a prova de som. 

As pessoas passam, elas te enxergam, você as vê. Algumas tentam falar com você mas você não as entende. Pode ser que consiga entender uma palavra ou outra mas desconhece o significado ou contexto da mesma. 
As pessoas batem no vidro, gesticulam e fazem mímicas e você nada de entender. Algumas escrevem ou desenham. Outras gritam e perdem a paciência em se comunicar com você com o tempo. Como se sentiria? 

Imagine agora, que isso aconteça todos os dias e você não pode fazer nada a não ser esperar o dia passar e noite chegar. E no dia seguinte você acorda com esperança que esse dia vai ser diferente, mas tudo parece um “dejavu” do dia anterior. Tudo que aconteceu anteriormente se repete. Como se sentiria?

De fato, isso acontece diariamente com cerca de 9,7 milhões de surdos ou pessoas com problemas de audição no Brasil. Estamos presos numa sala de vidro, onde não somos compreendidos e não escutamos ou escutamos e não compreendemos o que é dito. Onde pessoas repetem quando não escutamos, em determinado momento gritam achando que vai nos ajudar e que temos obrigação de ouvir e entender tudo que eles dizem, já que muitos de nós temos até aparelhos auditivos.

Surdos, podem se isolar quando não se sentem amados por familiares e amigos próximos!

Diariamente os surdos lutam para sobreviver no mundo ouvinte e egoísta em que a grande maioria de fato nãos os compreendem. 
Muitas pessoas se sensibilizam é verdade. Mas poucos agem, poucos tem paciência e vontade de ajudar. Infelizmente, esta é a realidade de nossas vidas e ela não é fácil para muitos de nós surdos ou que não escutam bem. Falo por mim, por minha mãe, tias, primas, irmã e tantos amigos. Isso me deixa muito triste, mas do que alguém possa imaginar.

Quer ajudar? 
Ajude, mas que seja de coração. 
Seja paciente, bondoso e tenha empatia. 
Fale devagar e em tom normal.
Aprender a língua de sinais ajuda? Sim, ajuda demais, mas se você não tem as qualidades já mencionadas não vai ser de muita ajuda.

Para ler mais: 

26 de Setembro é o Dia do Surdo

Ontem, 26 de setembro foi comemorado o Dia do Surdo. 

Eu eu como surdo e vários membros da minha família tb como já contei pra vocês aqui, não poderia deixar de fazer esta postagem.

Data em que são relembradas as lutas históricas por melhores condições de vida, trabalho, educação, saúde, dignidade e cidadania. Muitos que não conhecem a historia dos Surdos no Brasil talvez se perguntem: Porque comemorar o Dia do Surdo? Na verdade, se tem muito a comemorar, afinal hoje as condições de vida das pessoas surdas são muito melhores do que antes.

Todas as conquistas e avanços obtidos só reforçam a importância da existência do Dia do Surdo, para comemorar o que já foi conseguido e, principalmente, para lembrar que ainda se tem muito a lutar!
Conheça e clique aqui para ler a cartilha do dia dos surdos no site da Feneis. No mesmo site você poderá aprender também um pouco sobre a Língua de Sinais, não perca a oportunidade. 

Abraços!

Belo Horizonte: Capital Inclusiva

Olha que notícia legal que recebi de um colega surdo do Pará. Valeu Davison!

As mãos que “falam” e tentam se fazer entender são de Laís Drumond. A atriz de 29 anos, surda desde o nascimento e filha de pais ouvintes, não se intimida em buscar informações, andar de ônibus, recorrer à Justiça ou abrir conta em banco. Mas nem sempre essas tarefas que fazem parte do dia a dia da maioria das pessoas são tão simples para Laís. Assim como ela, muitos surdos voltam para casa em Belo Horizonte frustrados ao buscar de atendimento por não conseguirem se comunicar com os ouvintes. Isso porque, além da dificuldade de audição, muitos têm o desenvolvimento da fala afetado, e sem o acompanhamento de um intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras) não conseguem ser entendidos.

Mesmo depois de 11 anos de oficialização do método, a primeira língua para surdos, quem convive com a deficiência relata os muitos desafios ainda a vencer. Na capital, são 4.557 pessoas surdas e 107.046 com alguma deficiência auditiva, segundo dados de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Juntas, representam 4,5% da população da cidade.

A falta de compreensão sobre a língua do deficiente auditivo se repete a cada esquina em que ele precisa sair do seu mundo silencioso e trocar informações. O Estado de Minas foi às ruas com Laís Drumond para testar atendimentos e constatou as dificuldades enfrentadas no comércio, em órgãos públicos estaduais e municipais e na Polícia Militar. O problema é o mesmo: não há pessoas com conhecimento em Libras para atender deficientes auditivos.

A ausência de intérpretes começou na primeira parada: a Unidade de Atendimento Integrado (UAI) Praça Sete, onde Laís pediu informações a uma funcionária sobre emissão de certidão de nascimento. “A funcionária tentou sinalizar, mas ficou nervosa e sorrindo, ao contrário da expressão facial firme, que o surdo precisa para entender uma mensagem. Por fim, ela disse que era difícil, que não me entendia”, relatou Laís.

Segundo a atriz, a atendente ainda arriscou com o sinal de “nascer””em Libras, mas não sinalizou a palavra documento nem soube explicar o valor e o procedimento necessário para emissão. A “conversa” terminou em papel e caneta. “Todos os dias, eu e meu marido chegamos com pilhas de papéis em casa, como todos os surdos”, reclama. Segundo o coordenador da unidade, Eliel Benites, os funcionários da recepção e do serviço Posso Ajudar estão recebendo treinamento uma vez por semana, há cerca de três meses. Ele fala dos avanços, mas reconhece: “Ainda estamos em fase inicial”.

No terminal rodoviário, não foi diferente. O teste foi feito nos guichês de duas empresas de viagens, mas em ambos houve decepção. Na primeira, o pedido era para uma passagem com destino a Niterói (RJ). Poderia ter sido qualquer trecho que Laís não teria sido atendida, já que a funcionária foi clara. “Eu não te entendo”, disse em meio a risos. Ela tentou ser solícita e pediu que a atriz escrevesse seu pedido. Só assim houve comunicação. No segundo caso, Laís afirmou que não sabia escrever. Desse modo, mesmo tendo sinalizado para três funcionários sua intenção de comprar um bilhete para São Paulo, não houve sucesso na tentativa. Ela foi encaminhada ao setor de informações da rodoviária, onde também não havia intérpretes.

O teste para fazer uma simples compra acabou em transtorno também. Imagine explicar ao vendedor o desejo de comprar um sapato vermelho, de salto alto, pago em quatro vezes no cartão e sem juros. Mesmo com todo o esforço do atendente Janiel Salvador, de 22 anos, em acertar na cor, a forma de pagamento não foi compreendida. “Ela é esperta. Se comunica bem. Mas não entendo a linguagem dos surdos”, disse Janiel. O gerente da loja, Geovane Gonçalves, reconhece o problema: “Talvez seja a hora de buscar a capacitação”.

Dados do IBGE indicam que dos 4.179 surdos de BH com idade acima de 10 anos, 35,2% se enquadram na faixa etária de rendimento entre um e cinco salários mínimos, o que representa o maior percentual. Outros 28,2% recebem até um salário e 10,6% ganham acima de cinco salários. Segundo a demógrafa do instituto Luciene Longo, “a distribuição de renda entre os surdos se encaixa na da população ouvinte”. Laís lembra que investir na capacitação de funcionários no comércio pode representar um diferencial. “Se uma loja tem alguém que entende Libras ela vira referência entre os surdos”.

POLÍCIA MILITAR

Uma experiência positiva surpreendeu Laís em sua luta diária. Ao pedir uma informação a um militar no Centro da capital, ela foi prontamente atendida pelo soldado João Luiz Chagas, da 6ª Cia. do 1º BPM, que estuda comunicação assistiva na PUC Minas. “Foi a única situação em que me senti bem, porque pude me comunicar sem dificuldade”, disse a atriz. O interesse do soldado pelo curso surgiu da demanda diária da população deficiente. “Tenho contato com cegos, surdos e pessoas com deficiência física. Preciso estar preparado para atendê-los”.

Mas chamar a polícia é um problema para os surdos. A queixa é sobre a falta de intérpretes e atendimento por telefone. “Nos comunicamos por mensagem de celular. Aí, eles retornam a ligação. Do que adianta?”, cobra Laís. O chefe da Sala de Imprensa da PM, major Gilmar Luciano Santos, informou que policiais não têm formação em Libras, à exceção dos militares do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate). A capacitação estava prevista, segundo ele, no pacote de cursos que serão ministrados aos policiais até a Copa das Confederações.

Tecnologias ajudam na inclusão social de deficientes auditivos

Olá, tudo bem? Minhas “desculpas” por não estar mais postando com frequência é a vida atarefada. No trabalho, pressão por todos os lados, muitas atividades e prazos para cúmprir que vocês devem conhecer bem.
 
Mas aqui estou eu, para falar um pouco sobre novas tecnologias que estão no mercado para ajudar os surdos. No último post, falei sobre o aplicativo ProDeaf  que foi desenvolvido por linguistas e surdos. O site do Fantástico disponibilizou essa semana um vídeo no YouTube. Vejam que vão gostar bastante. Mas o ProDeaf não é a única novidade, o site também mostras outras facilidades para a vida do surdo. São elas:
 
FoneFácil
“A mídia é um serviço de reconhecimento de voz que converte automática a fala em texto escrito em português e vice-versa, através de um smartphone. O usuário surdo digita a mensagem que deseja transmitir, via FoneFácil, em língua portuguesa, e o servidor do aplicativo converte o texto em voz, permitindo ao outro usuário escutar o conteúdo da mensagem. Do mesmo modo o usuário ouvinte responde via voz, o servidor reconhece o som e converte para texto em língua portuguesa, para que o surdo leia o conteúdo ditado pela pessoa do outro lado. Este aplicativo pode ser solicitado entrando em contato com a empresa Brava Autonomia.”
Rybená
“É um serviço de tradução automática – Português -> Libras –, que segue algumas vezes as regras gramaticais, facilitando a compreensão dos conteúdos em texto das páginas web.O sistema não tem restrição de idade para sua utilização, o que irá definir este quesito é a classificação etária da página acessada. Para usar o serviço, basta solicitar à empresa que desenvolve o Rybená, o Grupo ICTS”.
iLIBRAS
“A tecnologia prevê a intermediação comunicacional, realizado através de canais de atendimento: mensagens de texto via e-mail, via chat on-line e via celular. As mensagens são recebidas por uma central de intérpretes capacitados para atender às demandas específicas. Deste modo, cada um desses profissionais abre uma chamada para o usuário surdo solicitante. O cadastro do usuário surdo é realizado aqui. Em seguida é necessário optar por um plano a escolha. Não há restrição de faixa etária e seu uso é um grande facilitador na comunicação e prestação de serviços entre pessoas surdas e ouvintes”.
ViavelBrasil
“O serviço é intermediado por uma central de intérpretes, através do VPAD, aparelho de videoconferência, criado pela empresa. Com esta tecnologia o usuário surdo faz uma chamada para a central, via vídeo, em Libras. As ligações solicitadas podem ser feitas para telefone fixo e/ou celular. Em Libras, o usuário surdo sinaliza para o intérprete enquanto este transmite o conteúdo sinalizado, através da fala, para a pessoa a quem se destina a mensagem. Para adquirir o produto basta acessar aqui”.
O Instituto Nacional de Educação de Surdos – INES também falou das tecnologias de inclusão. “Para o público em geral, é possível acessar um Dicionário de Língua Brasileira de Sinais por aqui. Lembramos ainda que e-mails, torpedos, SMS, redes sociais (Facebook, Twitter), comunicação por vídeo (Viavel Brasil, Skype, FaceTime) são ferramentas hoje utilizadas também por milhares de surdos brasileiros, garantindo acessibilidade em vários níveis e proporcionando contato entre surdos e entre surdos e ouvintes”.
O Instituto ainda adiantou um novo projeto: “teremos uma TV Web, criada pelo INES – a TV INES – voltada para as comunidades surdas do Brasil, com programação variada, para todos os públicos, que irá ao ar no mês de abril”.

Curso de libras disponibilizado pelos Correios ultrapassa meta

Bom dia,
Como já sabem trabalho nos Correios e o ano de 2012 foi bem produtivo se comparado a 2011 no que trata-se da disseminação da Língua de Sinais: cerca de sete mil empregados dos Correios concluíram o curso introdutório à Língua Brasileira de Sinais — Libras.
Com isso, a empresa dá um importante passo em direção à inclusão de pessoas com deficiência auditiva por meio da comunicação com clientes e população em geral.
De acordo com decreto do Governo Federal, todas as empresas concessionárias de serviços públicos e órgãos da administração pública federal devem garantir às pessoas surdas ou com deficiência auditiva tratamento diferenciado, por meio do uso e difusão da Língua Brasileira de Sinais. Nos Correios, a meta era a capacitação de 5% dos empregados, mas a empresa ultrapassou essa porcentagem em cerca de 20% antes do prazo previsto. Este número é resultado do curso “Libras como segunda língua”, que é oferecido pela UniCorreios, em parceria com o Instituto Federal de Santa Catarina, na modalidade a distância.
Infelizmente, está disponível via intranet somente para empregados. De qualquer forma, já é um degrau andando. O que não quer dizer que ainda seja o ideal, antes nossa empresa, estamos longe disso. É necessário multiplicar treinamentos presenciais e incentivo por parte do corpo gerencial, que ainda é dirigido por apadrinhamento político e não por competência. O que não quer dizer que estes são incompetentes, não todos. Alguns realmente são totalmente competentes e capazes. Que a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos seja cada vez mais associada a credibilidade e a ações de inclusão social. Como já disse, é um passo dado. Parabéns!

Ver é ouvir!

     Imagine-se num país estrangeiro, numa sala de vidro, à prova de som. Você nunca ouviu a língua falada local. Todos os dias, as pessoas do lugar vêm até você e tentam falar-lhe através do vidro. Você não consegue ouvir o que falam. Apenas vê o movimento dos seus lábios.
     Percebendo que você não as compreende, elas escrevem aquelas mesmas palavras num papel e lhe mostram através do vidro o que escreveram. Eles acham que você devia poder entender o que está escrito.
     Como acha que se sairia? Para você a comunicação seria, a bem dizer, impossível nessa situação. Por quê? Porque o que está escrito representa uma língua que você nunca ouviu. Essa é exatamente a situação da maioria dos surdos.

      Há muitos conceitos equivocados a respeito dos surdos e da língua de sinais. Vamos esclarecer alguns deles. Surdos podem dirigir automóveis. A leitura labial pode ser muito difícil para eles. A língua de sinais não tem nada em comum com o braile, e não é simples mímica. Não existe uma língua de sinais universal. Além disso, os surdos têm diferentes “sotaques” de uma região para outra.
      Os surdos conseguem ler? Embora alguns leiam bem, a vasta maioria dos surdos acha difícil ler. Por quê? Porque a página impressa origina-se de uma língua falada. Considere como uma criança com a capacidade de ouvir aprende uma língua. Desde o momento que nasce, ela está rodeada de pessoas que falam a língua local. Ela logo consegue combinar palavras e formar sentenças. Isso acontece naturalmente apenas por ouvir a língua falada.     
      Assim, quando crianças ouvintes começam a ler, é apenas uma questão de aprender que os símbolos negros na página correspondem a sons e palavras que elas já conhecem.

A língua de sinais é o meio de comunicação ideal para os surdos. A pessoa usa sinais para definir elementos no espaço ao redor de seu corpo. Seus movimentos nesse espaço e suas expressões faciais seguem as regras gramaticais da língua de sinais. Surge assim uma língua visual que possibilita transmitir informações aos olhos.
      De fato, quase todo movimento que um surdo faz com as mãos, o corpo e a face enquanto sinaliza tem significado. As expressões faciais não são feitas apenas para causar impacto dramático. São parte importante da gramática da língua de sinais. Para ilustrar: Uma pergunta feita com as sobrancelhas levantadas pode indicar tanto uma pergunta retórica como uma que exija sim ou não como resposta. As sobrancelhas abaixadas podem indicar perguntas, tais como: quem?, o quê?, onde?, quando?, por quê? ou como?. Certos movimentos da boca podem sugerir o tamanho de um objeto ou a intensidade de uma ação.     
     O modo como um surdo movimenta a cabeça, ergue os ombros, contrai as bochechas e pisca os olhos acrescenta sentido à idéia que está sendo transmitida.
Esses elementos se combinam para criar um banquete visual para os olhos. Com essa rica forma de expressão, os surdos que conhecem bem a língua de sinais estão equipados para transmitir qualquer conceito — do poético ao técnico, do romântico ao humorístico, do concreto ao abstrato.


Fonte: Biblioteca OnLine da Associação Torre de Vigia, artigo: w09 15/8 pp. 24-27.

Meu Mundo Inclusivo

             Gostaria de compartilhar com vocês, um dos trabalhos que  faço aqui Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e que eu gosto muito. Entre as várias atividades, tenho a oportunidade de ser Moderador de uma comunidade via intranet de Língua de Sinais, aqui nos Correios. Estamos fazendo 3 anos e até então, são 252 membros, 23 fóruns, 108 mensagens de fórum, 11 arquivos, 17 Notícias e 1 Questinonário.
              A comunidade aborda assuntos diversos sobre a Língua de Sinais e a Inclusão Social e surgiu em 2009, devido a contratação de Pessoas Com Deficiência Auditiva aqui na Regional de Goiás. Esta comunidade faz parte de um projeto que se iniciou devido a necessidade de compartilhar idéias e conhecimentos a grupos de empregados da empresa em todos o Brasil. Um dos fóruns que mais gostei foi o de esclarecimento de “mitos” relacionados a surdez e deficiências em geral, no qual vou compartilhar na íntegra todo o conteúdo aqui com vocês. Vamos começar? Farei a pergunta e responderei em seguida. Lembrando que as respostas corresponderão a minha opinião baseado nos conhecimentos que tenho e nas pesquisas que fiz sobre o assunto, quem discordar poderá deixar a crítica nos comentários:
  1. Vocês acham que as pessoas com deficiência usam a deficiência para justificar seus atos? R:Tirar proveito de uma situação não é uma característica inerente á deficiência; e a pessoa com deficiência não necessáriamente o fará. Entretanto sabemos que algumas culturas estimulam o sentimento de piedade das pessoas, em relação á pessoa com deficiência e esta, por consequência, pode incorporar esse tipo de atitude em seu comportamento. Se pararmos para refletir, podemos observar que, em vários momentos de nossa vida, procuramos justificar nossos atos, utilizando nossas fraquezas como argumento. O que se faz necessário, no âmbito das relações sociais, é mudarmos essa cultura, enquanto atores sociais em geral.
  2. Posso identificar as pessoas com deficiência, utilizando o termo “especiais”?  R: Ser especial não é uma característica inerente á pessoa com deficiência. A palavra “especial” passou a ser associada a pessoas com deficiência, na década de 80, com o intuito de substituir termos descritivos então usados, que adquiriram conotação depreciativa. Como o que realmente conta é a carga valorativa, associada ao termo, o termo especial, ainda carrega atualmente uma carga de desvalorização e de diminuição da pessoa com deficiência. 
  3. E os termo “PNE”, está correto? R: Tanto o termo “PNE – Portadores de Necessidades Especiais” quanto os termos “portador de deficiência”, “pessoa portadora de deficiência”,” não são mais utilizados. A condição de ter uma deficiência faz parte da pessoa. A pessoa não porta uma deficiência, ela “tem uma deficiência”. Tanto o verbo “portar” como o substantivo, ou adjetivo, “portadora” não se aplica a uma condição inata ou adquirida que faz parte da pessoa. Ou seja, a pessoa só porta algo que ela pode deixar de portar. Por exemplo, não dizemos que uma pessoa “é portadora de olhos verdes”, dizemos que ela “tem olhos verdes”. O termo correto é Pessoa com Deficiência, ou apenas PcD. Esse termo faz parte do texto aprovado pela Convenção Internacional para Proteção e Promoção dos Direitos e Dignidades das Pessoas com Deficiência, aprovado pela Assembléia Geral da ONU, em 2006 e ratificada no Brasil em julho de 2008.
Em breve terei o prazer de divulgar outros assuntos que foram discutidos na COPTEC.
Espero que tenham gostado, os que desejarem podem deixar seus comentários, críticas, dúvidas e sugestões de pauta. Agora chega de falar de mim. Como vão vocês?
                       

Compreendendo o “Mundo dos Diferentes”.

Minha vida:

        Nasci numa família onde todos eram ouvintes, mas no decorrer do tempo, alguns membros ficaram surdos. Segundo os médicos isso ocorre por motivos genéticos.  Aos meus doze anos eu e minha irmã descobrimos que também sofreríamos da perda auditiva. Nesta ocasião minha mãe, tias, primas e avós já estavam com dificuldades por causa da perda da audição. Desde então passamos a viver num mundo onde a classe majoritária é ouvinte, a partir daí lutamos para sermos compreendidos, compreender e ser aceitos apesar da nossa deficiência.

E acredite, nunca foi fácil. Sempre foi difícil, estudar numa escola regular ser aceito pelos colegas ouvintes e oralizados e não ser compreendido. Sempre foi difícil estar numa roda de amigos, numa lanchonete, num simples passeio num shopping e não conseguir entender o que está sendo dito ou ver as pessoas dando gargalhadas e não poder compartilhar deste momento alegre por não ouvir e entender o motivo da piada. E devido a deficiência auditiva tivemos que aprender uma língua gestual, hoje chamada de Língua Brasileira de Sinais. Por meio desta língua conseguimos “ouvir” e “falar”. E é através dela, que conseguimos falar e “ouvir” com as mãos.
Eu sou o Thiago, muito prazer. Tenho 27 anos, trabalho na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e gosto de ler, de ir ao cinema, jogar boliche, ouvir música e de fazer amizades duradouras e ajudar o próximo. E a partir de hoje, os leitores poderão acompanhar comigo, com minha família, com toda comunidade surda, pessoas com deficiência em geral, bem como familiares e profissionais de diversas áreas que acompanham a luta diária que temos com a vida apesar das barreiras impostas por ela. 
Haverá respostas as perguntas que nos intrigam. Por exemplo:
  • É correto afirmar que todos os surdos são mudos?
  •  Qual o motivo das pessoas surdas serem tão nervosas?
  • Se eu não souber comunicar através da Língua de Sinais, não poderei fazer amizades com os surdos?
  • Como posso lhe dar com pessoas com deficiência visual, física e intelectual?
        Aprenderemos a nos comunicar através da Língua de Sinais, descobriremos um novo mundo dessa Língua fascinante, esclareceremos nossas dúvidas sobre a surdez e sobre outras deficiências e síndromes diversas.
Espero que durante o tempo em que eu estiver aqui, que vocês possam ver as pessoas “diferentes” de outro modo e dar a estas o devido respeito e honra que elas merecem. Podem entrar contato comigo para esclarecer suas dúvidas, para chorar e desabafar, estarei sempre à disposição.
Para começar, aprenderemos o Alfabeto Datilógico da Língua de Sinais, conforme abaixo. Espero que gostem e aprendam.
Um grande abraço e até a próxima!

Carrossel do SBT promove a Inclusão Social!

Em breve “Carrossel” do SBT, promoverá a discussão à Inclusão Social por meio do personagem cadeirante, Tom (inspirado no boneco Tonzinho do Teleton).
Sobre o ator João Lucas Takaki: Estreante na TV, João Lucas tem nove anos e viverá na trama a experiência que ele mesmo tem na vida real.
 “Não somos coitadinhos. Com a novela, conseguiremos mostrar para o público que a inclusão social é fundamental e que a criança, que tem a oportunidade de conviver com as pessoas com deficiência, acaba sendo mais crítica com os locais que não são acessíveis. Poderemos mostrar também que um cadeirante pode ter uma vida normal. A cadeira de rodas não passa de um acessório, que ajuda na locomoção, não é um motivo para a exclusão”.
João Lucas conta também que já sofreu discriminação. Segundo ele, uma agência de modelos não o aceitou por ser cadeirante, e outra disse que ele só poderia ser modelo fotográfico de rosto.
Estudante da quarta série, Takaki, nas horas vagas, gosta de jogar videogame e ir ao shopping e à praia.
Sobre o personagem Tom:
Tom ficou paraplégico depois de um acidente de carro que matou seu pai.
Sua mãe Glória (vivida pela atriz Tereza Villela Xavier), é a nova professora de inglês da Escola Mundial. Tom vive recluso em casa, sempre fica observando as pessoas pela janela e tem medo de ser motivo de chacota para as outras crianças por não poder brincar, correr e andar com as mesmas.
Ele é descoberto pelos alunos do terceiro ano e é encorajado a sair de casa. Depois de ganhar confiança e fazer grandes amigos, ele vai estudar na Escola Mundial.
De acordo com a assessoria do SBT as cenas de João Lucas irão ao ar por volta do capítulo 100, que de acordo com minhas contas feitas, devem ser exibidas na primeira semana de outubro.
Dicas para se relacionar bem com pessoas com deficiência física (Fonte: Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida):

  • Não se apóie na cadeira de rodas, isso pode causar algum tipo de incômodo à pessoa com deficiência, que têm neste equipamento a complementação da sua mobilidade.
  • Use palavras como “correr” e “andar” naturalmente, as pessoas com deficiência física também utilizam estes termos.
  • Para conversar com uma pessoa em cadeira de rodas, caso a conversa seja prolongada, sente-se para ficar no mesmo nível de seu olhar.
  • Nunca movimente a cadeira de rodas sem antes pedir permissão e perguntar como deve proceder.
  • Se estiver acompanhando uma pessoa que anda devagar, procure acompanhar o seu ritmo.
  • A pessoa com paralisia cerebral pode apresentar alguma dificuldade na comunicação; no entanto, na maioria das vezes o seu raciocínio está intacto. Caso não compreenda o que diz, peça que repita, ou escreva, respeitando o ritmo de sua fala.
E lembre-se: A informação é fundamental para vencermos as barreiras do preconceito e da discriminação. Ao buscarmos a informação, exercitamos o respeito à diversidade humana. Munidos de informação, descobrimos que a maior barreira em relação às pessoas com deficiência é a nossa própria atitude!
Parabéns a Íris Abravanel, ao elenco de Carrossel e ao SBT.
Vamos combater a discriminação de pessoas com deficiência!