Livro: ABC em Libras da Panda Books

O mês de setembro é muito especial, e como já dito por aqui é o mês que comemora-se o Dia dos surdos. E assim, estamos repletos de novidades e dicas do mundo surdo. E o que eu acabei de receber aqui é o livro: ABC em Libras da editora Panda Books.

 

De Benedicta A. Costa dos Reis e Sueli Ramalho com Ilustrações de Fábio Sgrori, o livro garante que as crianças (e adultos) possam aprender muito da Língua de Sinais. Com muita animação conta todo o alfabeto e belas ilustrações. Um obra com preço acessível e que super indico. Amei mesmo!

Mais sobre a Língua de Sinais:

A Língua Brasileira de Sinais – Origem e Curiosidades

Veja também: 

Criando bons hábitos de leitura nos pequenos

26 de Setembro – Dia do Surdo

Hoje é o Dia Nacional do Surdo, mas seja por desrespeito à legislação ou por falta de políticas públicas mais efetivas, o fato é que esse dia que é comemorado todos os anos em 26 de setembro, passou a ser uma data de engajamento e conscientização.

Imagem: Reprodução

E o próprio mês de Setembro como um todo é para a comunidade surda chamado de Setembro Azul. Pois o mês como um todo, serve para celebrarmos a comunidade envolvida com a causa e pensarmos mais sobre a inclusão dos surdos na sociedade.

Uma barreira em especifico que eu encontro é a falta de interpretes em locais exigidos por lei, como em meu trabalho. Por isso, aqui no blog, fizemos uma série de posts sobre o tema. Ainda não leu? É só clicar aqui. E não paramos por aí, continuaremos fazer mais.

E que venham mais dias em que todos reconheçam nós surdos como iguais. Também somos pessoas competentes, inteligentes e profissionais. E que merecemos ter os mesmos direitos e oportunidades.

Parabéns a todos os surdos, que a cada dia possamos vencer obstáculos e acabar com os preconceitos impostos pela sociedade.

Viva eu, Viva o Blog, Viva os Surdos!

Leia também:

Os Mitos e as verdades da Surdez – “Os surdos que só escutam quando querem”

Os Mitos e as verdades da Surdez – “Terminologias”

O alfabeto da Língua Brasileira de Sinais

Este é o alfabeto manual da Língua Brasileira de Sinais, e é também a primeira lição a aprender para conversar com pessoas surdas. Vamos aprender?

O alfabeto da Língua Brasileira de Sinais Fonte: Reprodução

 

Você sabia:

  • Sabia que cada país tem a sua Língua de sinais?
  • Nem todos os surdos se comunicam em Língua de Sinais?
  • No Brasil, a Língua Brasileira de Sinais é a segunda língua oficial do país?

Leia também:

Como ajudar pessoas cegas!

Como ajudar pessoas cegas!

Informação é fundamental para vencer as barreiras do preconceito e da discriminação, promovendo o respeito à diversidade humana. Muitas vezes, a principal barreira é a atitude em relação às pessoas com deficiência.

Portanto, lembre-se:

  • Sempre que quiser ajudar, pergunte qual é a melhor maneira de proceder;

  • Bom senso e naturalidade são essenciais no relacionamento com as pessoas com deficiência. Trate-as conforme a sua idade. Se for uma criança, trate-a como uma criança, ser for um adulto, trate-a como um adulto.

  • Não se ofenda se a oferta for recusada, pois nem sempre ela é necessária;

  • Não faça de conta que a deficiência não existe. Se você se relacionar com uma pessoa com deficiência como se ela não tivesse uma deficiência, você vai ignorar uma característica muito importante dela. Dessa forma, você não estará se relacionando com ela, mas com outra pessoa, uma que você inventou, que não é real.

  •  Aceite a deficiência. Ela existe e você precisa levá-la na sua devida consideração. Não subestime as possibilidades, nem superestime as dificuldades e vice-versa.

  •  As pessoas com deficiência têm o direito, podem e querem tomar suas próprias decisões e assumir a responsabilidade por suas escolhas. A isso chamamos de empoderamento das pessoas com deficiência, ou seja, ao fato de tomarem o poder de suas próprias vidas.

  • Ter uma deficiência não faz com que uma pessoa seja melhor ou pior do que uma pessoa sem deficiência. Provavelmente, por causa da deficiência, essa pessoa pode ter dificuldade para realizar algumas atividades e, por outro lado, poderá ter extrema habilidade para fazer outras coisas. Pessoas com deficiência são iguais na diferença que as caracterizam.

Falando nisso, na última semana falei sobre alguma das dificuldades que enfrento por ser surdo, e esclareci alguns mitos e termos relacionados as pessoas com deficiência. Ainda não leu? Clique aqui. 

E continuando, essa semana é a vez de discutirmos as barreiras das pessoas com deficiência visual. Vamos nessa?

  1. Utilize naturalmente termos como “cego”, “ver” e “olhar”. Os cegos também os utilizam.
  2. Ao conversar com uma pessoa cega, não é necessário falar mais alto, a menos que ela o solicite.
  3. Ao conduzir uma pessoa cega, ofereça seu braço (cotovelo) para que ela segure. Não agarre-a, nem puxe pelo braço ou pela bengala.
  4. Ao explicar a direção para um cego, indique distância e pontos de referência com clareza: “tantos metros à direita, à esquerda”.
  5. Evite termos como: “por aqui” e “por ali”.
  6. Informe sobre os obstáculos existentes, como degraus, desníveis e outros;
  7. Quando houver necessidade de passar por lugares estreitos, como portas e corredores, posicione seu braço para trás, de modo que a pessoa cega possa segui-lo;
  8. Sempre que se ausentar do local, informe a pessoa, caso contrário ela ficará falando sozinha. O cão-guia nunca deve ser distraído de seu dever;
  9. Evite brincar com o cão, pois a segurança de uma pessoa pode depender do alerta e da concentração do cão.

E se for cego e surdo?

  1. Pergunte como deve se comunicar com o surdocego ao seu guia-intérprete ou acompanhante;
  2. Ao chegar perto de uma pessoa surdocega, toque-o levemente nas mãos, para sinalizar que está a seu lado;
  3. Alguns surdocegos comunicam-se colocando a mão em seu maxilar, para sentir a vibração do som que você está emitindo.

Sou surdo, mas tenho voz e exijo respeito – Mitos e Verdades!

 

Fonte: Bengala LegalPrefeitura de São Paulo.

Edicão e Atualização: Blog dos Pernés.

Imagens: Reprodução!

Até a próxima!

Responsabilidade Social: Acessibilidade no Shopping Rio Mar Recife

Na minha rápida passagem por Recife, conheci o super super lindo e enorme Shopping Rio Mar Recife.

E uma das coisas que mais gostei, foi o monitor acessível. Olha o Hugo gente:

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No shopping Rio Mar Recife, o Hugo é o guia interprete do Shopping.  – Qualquer um que saiba a Língua de Sinais, pode entende-lo. Não é máximo?

Isso mesmo, eles tem o Hand Talk, tecnologia que realiza tradução digital e automática para Língua de Sinais, utilizada pela comunidade surda.

A solução oferece ferramentas complementares ao trabalho do intérprete para auxiliar a comunicação entre surdos e ouvintes. A empresa foi criada em 2012, já foi premiada internacionalmente e é referência no segmento. Além de ser comandada por um simpático intérprete virtual, o Hugo.

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Hugo, o personagem 3D que torna a comunicação interativa e de fácil compreensão para os surdos.

O personagem é um fofo, e tudo que ele diz, em Língua de Sinais  é bem fácil de entender.

Ainda no assunto, Inclusão e Acessibilidade, o RioMar Recife dispõe de elevadores com acessos a todos os pisos e banheiros adaptados para pessoas com deficiência física (atenção, Shopping Rio Mar Recife, não é portadores), além da cortesia de cadeiras de rodas convencionais e quadriciclos elétricos para que os clientes circulem com mais agilidade pelo Shopping.

Parabéns aos administradores!  Amei estar com vocês e saber que estão sempre se esforçando em tornar o passeio das pessoas com deficiência no Shopping ainda mais prazerosa e confortável, com certeza foi um dos pontos altos da minha viagem a cidade, a grande e linda Recife.

Leia também quando a Daiane falou desse Tradutor de Libras quando ela começou o blog dela, o antigo Daia Make e Tal. Ah, e logo logo teremos ele aqui também.

Até a próxima!

 

Ser surdo: A vida como ela é!

Baseados em fatos reais:

Imagine que está num país que em você desconhece a língua falada local. Além disso, você está preso dentro de uma sala fechada de vidro, a prova de som. 

As pessoas passam, elas te enxergam, você as vê. Algumas tentam falar com você mas você não as entende. Pode ser que consiga entender uma palavra ou outra mas desconhece o significado ou contexto da mesma. 
As pessoas batem no vidro, gesticulam e fazem mímicas e você nada de entender. Algumas escrevem ou desenham. Outras gritam e perdem a paciência em se comunicar com você com o tempo. Como se sentiria? 

Imagine agora, que isso aconteça todos os dias e você não pode fazer nada a não ser esperar o dia passar e noite chegar. E no dia seguinte você acorda com esperança que esse dia vai ser diferente, mas tudo parece um “dejavu” do dia anterior. Tudo que aconteceu anteriormente se repete. Como se sentiria?

De fato, isso acontece diariamente com cerca de 9,7 milhões de surdos ou pessoas com problemas de audição no Brasil. Estamos presos numa sala de vidro, onde não somos compreendidos e não escutamos ou escutamos e não compreendemos o que é dito. Onde pessoas repetem quando não escutamos, em determinado momento gritam achando que vai nos ajudar e que temos obrigação de ouvir e entender tudo que eles dizem, já que muitos de nós temos até aparelhos auditivos.

Surdos, podem se isolar quando não se sentem amados por familiares e amigos próximos!

Diariamente os surdos lutam para sobreviver no mundo ouvinte e egoísta em que a grande maioria de fato nãos os compreendem. 
Muitas pessoas se sensibilizam é verdade. Mas poucos agem, poucos tem paciência e vontade de ajudar. Infelizmente, esta é a realidade de nossas vidas e ela não é fácil para muitos de nós surdos ou que não escutam bem. Falo por mim, por minha mãe, tias, primas, irmã e tantos amigos. Isso me deixa muito triste, mas do que alguém possa imaginar.

Quer ajudar? 
Ajude, mas que seja de coração. 
Seja paciente, bondoso e tenha empatia. 
Fale devagar e em tom normal.
Aprender a língua de sinais ajuda? Sim, ajuda demais, mas se você não tem as qualidades já mencionadas não vai ser de muita ajuda.

Para ler mais: 

26 de Setembro é o Dia do Surdo

Ontem, 26 de setembro foi comemorado o Dia do Surdo. 

Eu eu como surdo e vários membros da minha família tb como já contei pra vocês aqui, não poderia deixar de fazer esta postagem.

Data em que são relembradas as lutas históricas por melhores condições de vida, trabalho, educação, saúde, dignidade e cidadania. Muitos que não conhecem a historia dos Surdos no Brasil talvez se perguntem: Porque comemorar o Dia do Surdo? Na verdade, se tem muito a comemorar, afinal hoje as condições de vida das pessoas surdas são muito melhores do que antes.

Todas as conquistas e avanços obtidos só reforçam a importância da existência do Dia do Surdo, para comemorar o que já foi conseguido e, principalmente, para lembrar que ainda se tem muito a lutar!
Conheça e clique aqui para ler a cartilha do dia dos surdos no site da Feneis. No mesmo site você poderá aprender também um pouco sobre a Língua de Sinais, não perca a oportunidade. 

Abraços!

Belo Horizonte: Capital Inclusiva

Olha que notícia legal que recebi de um colega surdo do Pará. Valeu Davison!

As mãos que “falam” e tentam se fazer entender são de Laís Drumond. A atriz de 29 anos, surda desde o nascimento e filha de pais ouvintes, não se intimida em buscar informações, andar de ônibus, recorrer à Justiça ou abrir conta em banco. Mas nem sempre essas tarefas que fazem parte do dia a dia da maioria das pessoas são tão simples para Laís. Assim como ela, muitos surdos voltam para casa em Belo Horizonte frustrados ao buscar de atendimento por não conseguirem se comunicar com os ouvintes. Isso porque, além da dificuldade de audição, muitos têm o desenvolvimento da fala afetado, e sem o acompanhamento de um intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras) não conseguem ser entendidos.

Mesmo depois de 11 anos de oficialização do método, a primeira língua para surdos, quem convive com a deficiência relata os muitos desafios ainda a vencer. Na capital, são 4.557 pessoas surdas e 107.046 com alguma deficiência auditiva, segundo dados de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Juntas, representam 4,5% da população da cidade.

A falta de compreensão sobre a língua do deficiente auditivo se repete a cada esquina em que ele precisa sair do seu mundo silencioso e trocar informações. O Estado de Minas foi às ruas com Laís Drumond para testar atendimentos e constatou as dificuldades enfrentadas no comércio, em órgãos públicos estaduais e municipais e na Polícia Militar. O problema é o mesmo: não há pessoas com conhecimento em Libras para atender deficientes auditivos.

A ausência de intérpretes começou na primeira parada: a Unidade de Atendimento Integrado (UAI) Praça Sete, onde Laís pediu informações a uma funcionária sobre emissão de certidão de nascimento. “A funcionária tentou sinalizar, mas ficou nervosa e sorrindo, ao contrário da expressão facial firme, que o surdo precisa para entender uma mensagem. Por fim, ela disse que era difícil, que não me entendia”, relatou Laís.

Segundo a atriz, a atendente ainda arriscou com o sinal de “nascer””em Libras, mas não sinalizou a palavra documento nem soube explicar o valor e o procedimento necessário para emissão. A “conversa” terminou em papel e caneta. “Todos os dias, eu e meu marido chegamos com pilhas de papéis em casa, como todos os surdos”, reclama. Segundo o coordenador da unidade, Eliel Benites, os funcionários da recepção e do serviço Posso Ajudar estão recebendo treinamento uma vez por semana, há cerca de três meses. Ele fala dos avanços, mas reconhece: “Ainda estamos em fase inicial”.

No terminal rodoviário, não foi diferente. O teste foi feito nos guichês de duas empresas de viagens, mas em ambos houve decepção. Na primeira, o pedido era para uma passagem com destino a Niterói (RJ). Poderia ter sido qualquer trecho que Laís não teria sido atendida, já que a funcionária foi clara. “Eu não te entendo”, disse em meio a risos. Ela tentou ser solícita e pediu que a atriz escrevesse seu pedido. Só assim houve comunicação. No segundo caso, Laís afirmou que não sabia escrever. Desse modo, mesmo tendo sinalizado para três funcionários sua intenção de comprar um bilhete para São Paulo, não houve sucesso na tentativa. Ela foi encaminhada ao setor de informações da rodoviária, onde também não havia intérpretes.

O teste para fazer uma simples compra acabou em transtorno também. Imagine explicar ao vendedor o desejo de comprar um sapato vermelho, de salto alto, pago em quatro vezes no cartão e sem juros. Mesmo com todo o esforço do atendente Janiel Salvador, de 22 anos, em acertar na cor, a forma de pagamento não foi compreendida. “Ela é esperta. Se comunica bem. Mas não entendo a linguagem dos surdos”, disse Janiel. O gerente da loja, Geovane Gonçalves, reconhece o problema: “Talvez seja a hora de buscar a capacitação”.

Dados do IBGE indicam que dos 4.179 surdos de BH com idade acima de 10 anos, 35,2% se enquadram na faixa etária de rendimento entre um e cinco salários mínimos, o que representa o maior percentual. Outros 28,2% recebem até um salário e 10,6% ganham acima de cinco salários. Segundo a demógrafa do instituto Luciene Longo, “a distribuição de renda entre os surdos se encaixa na da população ouvinte”. Laís lembra que investir na capacitação de funcionários no comércio pode representar um diferencial. “Se uma loja tem alguém que entende Libras ela vira referência entre os surdos”.

POLÍCIA MILITAR

Uma experiência positiva surpreendeu Laís em sua luta diária. Ao pedir uma informação a um militar no Centro da capital, ela foi prontamente atendida pelo soldado João Luiz Chagas, da 6ª Cia. do 1º BPM, que estuda comunicação assistiva na PUC Minas. “Foi a única situação em que me senti bem, porque pude me comunicar sem dificuldade”, disse a atriz. O interesse do soldado pelo curso surgiu da demanda diária da população deficiente. “Tenho contato com cegos, surdos e pessoas com deficiência física. Preciso estar preparado para atendê-los”.

Mas chamar a polícia é um problema para os surdos. A queixa é sobre a falta de intérpretes e atendimento por telefone. “Nos comunicamos por mensagem de celular. Aí, eles retornam a ligação. Do que adianta?”, cobra Laís. O chefe da Sala de Imprensa da PM, major Gilmar Luciano Santos, informou que policiais não têm formação em Libras, à exceção dos militares do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate). A capacitação estava prevista, segundo ele, no pacote de cursos que serão ministrados aos policiais até a Copa das Confederações.

Tecnologias ajudam na inclusão social de deficientes auditivos

Olá, tudo bem? Minhas “desculpas” por não estar mais postando com frequência é a vida atarefada. No trabalho, pressão por todos os lados, muitas atividades e prazos para cúmprir que vocês devem conhecer bem.
 
Mas aqui estou eu, para falar um pouco sobre novas tecnologias que estão no mercado para ajudar os surdos. No último post, falei sobre o aplicativo ProDeaf  que foi desenvolvido por linguistas e surdos. O site do Fantástico disponibilizou essa semana um vídeo no YouTube. Vejam que vão gostar bastante. Mas o ProDeaf não é a única novidade, o site também mostras outras facilidades para a vida do surdo. São elas:
 
FoneFácil
“A mídia é um serviço de reconhecimento de voz que converte automática a fala em texto escrito em português e vice-versa, através de um smartphone. O usuário surdo digita a mensagem que deseja transmitir, via FoneFácil, em língua portuguesa, e o servidor do aplicativo converte o texto em voz, permitindo ao outro usuário escutar o conteúdo da mensagem. Do mesmo modo o usuário ouvinte responde via voz, o servidor reconhece o som e converte para texto em língua portuguesa, para que o surdo leia o conteúdo ditado pela pessoa do outro lado. Este aplicativo pode ser solicitado entrando em contato com a empresa Brava Autonomia.”
Rybená
“É um serviço de tradução automática – Português -> Libras –, que segue algumas vezes as regras gramaticais, facilitando a compreensão dos conteúdos em texto das páginas web.O sistema não tem restrição de idade para sua utilização, o que irá definir este quesito é a classificação etária da página acessada. Para usar o serviço, basta solicitar à empresa que desenvolve o Rybená, o Grupo ICTS”.
iLIBRAS
“A tecnologia prevê a intermediação comunicacional, realizado através de canais de atendimento: mensagens de texto via e-mail, via chat on-line e via celular. As mensagens são recebidas por uma central de intérpretes capacitados para atender às demandas específicas. Deste modo, cada um desses profissionais abre uma chamada para o usuário surdo solicitante. O cadastro do usuário surdo é realizado aqui. Em seguida é necessário optar por um plano a escolha. Não há restrição de faixa etária e seu uso é um grande facilitador na comunicação e prestação de serviços entre pessoas surdas e ouvintes”.
ViavelBrasil
“O serviço é intermediado por uma central de intérpretes, através do VPAD, aparelho de videoconferência, criado pela empresa. Com esta tecnologia o usuário surdo faz uma chamada para a central, via vídeo, em Libras. As ligações solicitadas podem ser feitas para telefone fixo e/ou celular. Em Libras, o usuário surdo sinaliza para o intérprete enquanto este transmite o conteúdo sinalizado, através da fala, para a pessoa a quem se destina a mensagem. Para adquirir o produto basta acessar aqui”.
O Instituto Nacional de Educação de Surdos – INES também falou das tecnologias de inclusão. “Para o público em geral, é possível acessar um Dicionário de Língua Brasileira de Sinais por aqui. Lembramos ainda que e-mails, torpedos, SMS, redes sociais (Facebook, Twitter), comunicação por vídeo (Viavel Brasil, Skype, FaceTime) são ferramentas hoje utilizadas também por milhares de surdos brasileiros, garantindo acessibilidade em vários níveis e proporcionando contato entre surdos e entre surdos e ouvintes”.
O Instituto ainda adiantou um novo projeto: “teremos uma TV Web, criada pelo INES – a TV INES – voltada para as comunidades surdas do Brasil, com programação variada, para todos os públicos, que irá ao ar no mês de abril”.

Curso de libras disponibilizado pelos Correios ultrapassa meta

Bom dia,
Como já sabem trabalho nos Correios e o ano de 2012 foi bem produtivo se comparado a 2011 no que trata-se da disseminação da Língua de Sinais: cerca de sete mil empregados dos Correios concluíram o curso introdutório à Língua Brasileira de Sinais — Libras.
Com isso, a empresa dá um importante passo em direção à inclusão de pessoas com deficiência auditiva por meio da comunicação com clientes e população em geral.
De acordo com decreto do Governo Federal, todas as empresas concessionárias de serviços públicos e órgãos da administração pública federal devem garantir às pessoas surdas ou com deficiência auditiva tratamento diferenciado, por meio do uso e difusão da Língua Brasileira de Sinais. Nos Correios, a meta era a capacitação de 5% dos empregados, mas a empresa ultrapassou essa porcentagem em cerca de 20% antes do prazo previsto. Este número é resultado do curso “Libras como segunda língua”, que é oferecido pela UniCorreios, em parceria com o Instituto Federal de Santa Catarina, na modalidade a distância.
Infelizmente, está disponível via intranet somente para empregados. De qualquer forma, já é um degrau andando. O que não quer dizer que ainda seja o ideal, antes nossa empresa, estamos longe disso. É necessário multiplicar treinamentos presenciais e incentivo por parte do corpo gerencial, que ainda é dirigido por apadrinhamento político e não por competência. O que não quer dizer que estes são incompetentes, não todos. Alguns realmente são totalmente competentes e capazes. Que a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos seja cada vez mais associada a credibilidade e a ações de inclusão social. Como já disse, é um passo dado. Parabéns!