As fabulosas Mulheres Surdas

O mês de março já começou, e muitos meios de comunicação costumam lembrar da luta das mulheres, por direitos iguais. O nosso blog não fica de fora, tanto é que encontrei muitas postagens sobre grandes mulheres surdas que são exemplos para todos nós.

Mas antes falar individualmente de cada exemplo, é importante lembrar que os direitos das mulheres surdas são os mesmos de todas as outras mulheres, e que a visão da mulher surda como diferente da mulher ouvinte e da mulher deficiente, visto ela ser usuária de língua de sinais e necessitada de comunicação visual.

Tanto é que o site Por Sinal, registra que a política para as mulheres surdas é uma política linguística que exige a presença de um intérprete de Libras nas escolas e universidades, em setores de saúde, delegacias de mulheres, legendas em filmes, filmes em língua de sinais.

E longe do mundo ideal, 8 corajosas mulheres surdas ficaram na história da igualdade e inclusão. Vamos conhecê-las?

E de fato, diariamente estamos rodeados de mulheres surdas e ouvintes que destacam e lutam para um mundo melhor.

Centro de Interpretação de Libras – Goiânia



Ontem fui conhecer a Central de Interpretação de Libras (CIL), projeto da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Políticas Afirmativas, orgão
orgão subordinado Superintendência de Direito à Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida da Prefeitura de Goiânia.

E uma vez que o projeto visa facilitar a inclusão social do cidadão surdo, dispõe de 5 interpretes de Libras, na intermediação do Português para Libras e de Libras para Português, em serviços de saúde, justiça, documentação civil, dentre outros, de segunda a sexta.

-Requisitos e Documentos Necessários: RG

-Principais Etapas do Serviço: Marcação através de Whatsapp e comparecimento ao local marcado para atendimento do intérprete.

-Formas de Prestação do Serviço: Marcação de horário para atendimento via Whatsapp.

-Local e/ou Forma de Manifestação: Whatsapp: 62 – 992-314-704

Amei demais, e com certeza quero usar, quando precisar.

Direito dos Surdos – acesso a vagas de trabalho

Depois de falar do acesso a educação digna, hoje vamos falar dos surdos e seu direito ao trabalho.

Na iniciativa privada: A empresa com 100 ou mais funcionários está obrigada a preencher de 2% a 5% dos seus cargos com pessoas com deficiência.

Na Administração Pública: Pessoas com deficiência têm o direito de se inscrever em concurso público, em igualdade de condições com os demais candidatos, para o provimento de cargos cujas atribuições sejam compatíveis com suas deficiências, reservando-lhes, no mínimo, 5% das vagas do concurso. E o percentual máximo de vagas que deve ser destinado aos candidatos com deficiência é 20%.

EMPREGABILIDADE: Constitui modo de inclusão da pessoa com deficiência no trabalho a colocação competitiva, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, nos termos da legislação trabalhista e previdenciária, na qual devem ser atendidas as regras de acessibilidade, o fornecimento de recursos de tecnologia assistiva e a adaptação razoável do ambiente de trabalho.

E no caso dos surdos, o grande problema é: da-se a vaga, o surdo começa a trabalhar, chegando lá, não tem interprete em reuniões, cursos.

Lojas Americanas e a Inclusão de PCDs

Assédio moral, humilhações constantes e tarefas inadequadas para as condições dos trabalhadores. O Ministério Público do Trabalho (MPT) entrou com um processo de R$ 11,3 milhões contra as Lojas Americanas por assédio moral e discriminação a pessoas com deficiência (PCDs) em uma unidade de Barueri, na região metropolitana de São Paulo.

As práticas mostram as consequências da falta de uma política adequada de inclusão e de diversidade, segundo especialista ouvida pela revista EXAME. Na ação, testemunhas contam que colegas e superiores hierárquicos os obrigavam a realizar tarefas não condizentes com sua situação e os assediavam moralmente. Uma das testemunhas afirmou que ele e outros PCDs não conseguiam realizar certas tarefas que eram impostas pelos superiores, por limitações físicas. Ao invés de serem mudados de função, eram chamados de “preguiçosos” por chefes e alguns viam as cobranças aumentarem ainda mais.

Outro trabalhador, que tinha surdez, contou que era comum que supervisores e colegas de trabalho gritassem com sarcasmo: “você é surdo? Não ouve não?”. Segundo a testemunha, esse tipo de assédio moral ocorreu com mais dois colegas com outras deficiências, constantemente. 

A empresa também teve casos de trabalhadores que foram colocados em funções diferentes daquelas para as quais haviam sido contratados, como forma de discriminação. Um deles, sem treinamento para a função e com deficiência nas pernas, tinha que descer plataformas de descarga sem a ajuda de escadas, o que acabou causando o agravamento de suas dores por telefone.

Os relatos foram recebidos pelo MPT de 2016 a 2018. Para a procuradora do Trabalho Damaris Salvioni, representante do MPT na ação, o assédio moral era organizacional, e não um fato isolado, e o objetivo seria fazer com que os trabalhadores pedissem demissão.

Diante dos diversos testemunhos, em 2018 o MPT ofereceu às Lojas Americanas um acordo (Termo de Ajustamento de Conduta – TAC) por meio do qual ela se comprometeria a evitar e refrear o assédio moral na organização. Entretanto, a empresa se recusou a assinar o documento.

Procurada por EXAME, a empresa afirmou que “ainda não foi notificada sobre a ação judicial em questão”. “A companhia afirma que o respeito entre seus associados está na base de sua cultura, e que repudia e pune com rigor qualquer prática de assédio moral, conforme disposto também em seu código de ética”, escreveu em nota.

Legislação e cultura

O caso mostra que, mesmo depois de quase 30 anos da Lei de Cotas para Pessoas Com Deficiência, muitas empresas ainda não incorporaram a inclusão em seus valores e cultura.

A lei determina que empresas com mais de 100 funcionários preencham uma parcela do quadro de funcionários com PCDs, de 2% a 5%. Segundo Ivone Santana, diretora executiva do Instituto Modo Parités, o Brasil tem uma das legislações mais avançadas em termos de inclusão de PCD. A Lei de Cotas começou a ser fiscalizada nos anos 2000, o que foi fundamental para que as empresas se mobilizem e estruturem bons programas, diz ela.

No entanto, cerca de metade dessas vagas não são preenchidas, por preconceito e desconhecimento de alguns gestores. “Esse caso da Lojas Americanas é um exemplo triste, mas recorrente, do que acontece quando uma empresa não incorpora valores de inclusão em sua cultura”, afirma Santana. 

“A nossa sociedade foi baseada em segregações por muito tempo, de raça, mulheres, pessoas LGBT e pessoas com deficiência. Até pouco tempo atrás, piadas com negros ou mulheres eram vistas como engraçadas. Até hoje tem empresa que não tem banheiro para mulheres. Muita coisa mudou, mas ainda existe um desconhecimento gigantesco de como implementar a inclusão acessibilidade”, explica a especialista.

Ou seja, não adianta simplesmente contratar PCDs, sem uma política adequada de inclusão. Para conversar com uma pessoa surda, por exemplo, é necessário estar de frente a ela, sem dar as costas. No caso de pessoas com mobilidade reduzida, o espaço de trabalho precisa ser acessível fisicamente. 

Não é uma tarefa simples, já que as deficiências podem ser físicas, intelectuais, visuais e auditivas, com uma pluralidade muito grande. Mas não é um problema sem solução. “Quando as empresas estão dispostas a aprender, a cultura muda”, diz Santana. “Temos visto transformações incríveis nas empresas. Às vezes começa em um setor e se espalha por toda a empresa. Mexe até no conceito de meritocracia, que era um consenso e está sendo revisto.

Além da questão moral, a inclusão também impulsiona os lucros da empresa. PCDs e suas famílias consomem cerca de 8 trilhões de dólares em todo mundo por ano. Além disso, a inclusão torna o ambiente mais diverso e agradável. 

“Quando as pessoas podem ser quem são numa empresa, o ambiente fica melhor, aumenta a eficiência dos funcionários e diminui o turnover. Isso se traduz no balanço das empresas também”, afirma. “As empresas que não olharem para a diversidade, não só com a inclusão de PCDs, mas de gênero, orientação sexual e de raça, não serão sustentáveis no longo prazo”, diz.

Notícias da Semana

A Língua de Sinais bombou na web na última semana de agosto, e virou notícia em todo o Brasil. Vamos a alguns fatos inclusivos da região norte e nordeste do país?

No Acre, a Secretaria de Educação, Cultura e Esportes (SEE), por meio do Centro de Atendimento ao Surdo (CAS) disponibiliza um serviço essencial a todos os surdos. Trata-se da Central de Interpretação de Libras (CIL), que realiza os mais diversos atendimentos.

A partir dela, o surdo pode agendar atendimento nos mais diversos órgãos públicos, como o Detran, audiências judiciais, consultórios médicos, matrícula nas escolas das redes estadual e municipais de ensino e até mesmo entrevistas de emprego. “Desde que o serviço seja público e gratuito pode ser agendado”, explica a coordenadora do CAS, Joana D’Arc Nascimento.

Ver notícia:

Em Araguaína/TO, funcionários da área da saúde, compõem a nova turma do curso gratuito de Língua Brasileira de Sinais (Libras) oferecido pela Central de Interpretação de Libras (CIL). O curso acontece até o dia 25 de setembro, com aulas ministradas todas as quartas-feiras, na Secretaria Municipal da Assistência Social.

Ver notícia:

O Instituto Federal de Sergipe (IFS) promove, no dia 16 de setembro, o 2º Encontro de Libras, dentro da programação da 7ª Semana Aracaju Acessível, idealizada pelo vereador Lucas Aribé. Segundo a proposta do tema “A Arte de Incluir”, o evento abordará o universo do surdo e sua relação com a cultura, o esporte, o turismo e o lazer, à luz do Capítulo IX da Lei Brasileira da Inclusão.

A programação inclui palestras, rodas de conversa e debates que visam ressaltar a importância da acessibilidade e inclusão em todas as áreas da sociedade. Serão palestrantes do Encontro de Libras o diretor-presidente do Centro de Surdos de Aracaju (Cesaju), Pablo Ramon Lima de Barros, e o professor substituto da Universidade Federal de Sergipe (UFS) Geraldo Ferreira Filho.

O público-alvo do evento, que é gratuito, são surdos e ouvintes usuários de Libras, além de estudantes e outros interessados na Língua Brasileira de Sinais. As inscrições podem ser feitas no site do IFS.

Ver notícia completa:

Semana Aracaju Acessível: Encontro de Libras vai discutir papel do surdo na sociedade

Registros nas Mídias

Ninguém sabe o que você ouve, mas todo mundo ouve muito bem o que você fala.

Millor Fernandes

De maio pra cá, recebi dois convites maravilhosos de dois veículos de imprensa, que me enviaram perguntas num bate papo super divertido e emocionante, onde puder compartilhar fatos marcantes sobre minha surdez e criação do Blog. Ainda não tinha dito aqui, e hoje é dia de registrar e divulgar para todos vocês.

1 – Euariz. com

2 – Revista Ludovica – Jornal O Popular/ Grupo Jaime Câmara

Leia também:

A luta das mulheres por inclusão e acessibilidade na Argentina

Com o objetivo de tentar combater s obstáculos para a acessibilidade e ao mesmo tempo denunciar que a dupla discriminação que sofrem, em 2018, foi criado o grupo “Movimento de Surdas Feministas da Argentina” – Mosfa.

“Qual é nossa grande dificuldade? Bom, a acessibilidade. O empoderamento é impossível sem acessibilidade”, afirmou Tamara Cordovani, uma das fundadoras do movimento.

“Há opressão na rua, nas instituições, nos hospitais… e por sermos mulheres e surdas é ainda mais complexo”.

Longe de se vitimizar e com uma expressão determinada, a fundadora do movimento atacou os preconceitos com a língua de sinais: “Muitos pensam que uma pessoa surda, que tem como sua própria língua a língua de sinais, é inferior. É uma língua que faz com que as pessoas digam ‘ai, coitadinha’ e não lhe deem valor”, opinou.

Foto: Reprodução/ Divulgação

A violência de gênero pode afetar especialmente as mulheres surdas na hora de denunciarem seus agressores. “Há um grande sentimento de solidão, sofrimento, violência, quando uma pessoa surda quer fazer uma denúncia, ir a um hospital, ou à Justiça, a uma delegacia, não há um serviço de interpretação”.

María Victoria Perales, uma das intérpretes do Mosfa e também professora de crianças surdas, comentou a superação que a língua de sinais vem mostrando ao longo da sua história. “Durante muito tempo, a comunidade de surdos sofreu uma grande opressão linguística que fazia com que a língua de sinais não chegasse aos espaços acadêmicos, aos espaços de poder, aos espaços políticos, aos espaços de divulgação de conhecimentos”, concluiu a docente.

Libras na Ciência abre inscrições para curso pré-vestibular em LIBRAS

Com apoio da Habits-USP Leste e o Programa Escola da Família, da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, projeto oferece 40 vagas para aulas ministradas em Língua de Sinais.

Prestes a começar o segundo semestre de 2019, estudantes surdos que pretendem prestar o ENEM 2019, a Fuvest 2020 e a longa maratona de provas de vestibular, terão a oportunidade de realizar a inscrição para o curso preparatório promovido pelo Projeto Libras na Ciência.

Em mais uma edição, a iniciativa comandada pelo mestre professor Rafael Dias Silva, que dedica sua atuação para a educação inclusiva de deficientes auditivos e adaptação dos conteúdos do currículo básicos da língua portuguesa para Libras, conta com apoio do Programa Escola da Família, integrado à Secretaria da Educação do Estado de São Paulo. Assim como nas cinco edições anteriores, o Habits-USP LESTE também atua como apoiador do projeto.

Com um total de 40 vagas, o processo de inscrição e seleção teve início nessa semana e apresenta encerramento marcado para 22 de julhoAs fichas devem ser enviadas exclusivamente pelos Correios e serão considerados alunos e ex-alunos de inclusão do sistema básico de Educação Pública e de escolas particulares.

Para participar, o interessado deve solicitar a ficha de inscrição através do e-mail: rafael.dias.silva@usp.br e enviar para o endereço: Rua Serra de Botucatu, 968 – Tatuapé – São Paulo (SP).

A divulgação dos candidatos selecionados por meio da página Libras na Ciência no Instagram e no Facebook (@librasnaciencia) no dia 26 de julho. Gratuito, a sexta edição do curso pré-vestibular é ministrado por meio da Língua Brasileira de Sinais (Libras) na Zona Leste de São Paulo:

ESCOLA ESTADUAL PROFª BENEDITA RIBAS 
Endereço: Rua José Tavares Siqueira, 198 – Tatuapé (próximo à estação Carrão do Metrô)
Com início marcado para 03 de agosto, as aulas serão ministradas aos sábados, das 9h às 16h.

SERVIÇO: Curso pré-vestibular 100% em LIBRAS para estudantes surdos – Libras na Ciência
PERÍODO DE INSCRIÇÃO: 03/06 a 22/06
INÍCIO DAS AULAS: 03 de agosto
INSCRIÇÃO: pelos Correios, por meio de carta registrada, ou Sedex para: Prof Me RAFAEL DIAS SILVA (LIBRAS)
Endereço: Rua Serra de Botucatu, 968 – Tatuapé
CEP: 03317-000 – São Paulo (SP)

Via: https://www.abcdoabc.com.br/abc/noticia/libras-ciencia-abre-inscricoes-curso-pre-vestibular-libras-82720

Agradecimentos ao meu amigo Sebastião Galindo, de Presidente Prudente/SP

O Boticário e a sua Beleza que Inclui

Boticário fala sobre a importância da inclusão e acessibilidade para seus funcionários e consumidores

Nos seus mais de 40 anos de história, O Boticário tem buscado alternativas para incluir pessoas com deficiência, de diferentes tipos e características, dentro e fora da empresa. A constante busca por soluções para que todos tenham acesso às experiências únicas é parte do jeito Boticário de abraçar e incluir a todos, mostrando que existe beleza, também nas diferenças.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de ¼ da população brasileira tem algum tipo de deficiência e 8% têm alguma deficiência severa. Antes mesmo da regulamentação da lei de inclusão, que entrou em vigor no país em 2015, O Boticário já contava com um time formado por colaboradores, força de vendas, institutos de pesquisas, além de pessoas com deficiência, para discutir e gerar soluções viáveis a partir de experiências e histórias reais. O Departamento Imersivo sobre Negócios Sociais do Grupo Boticário, em São José dos Pinhais (PR), é um fórum permanente para garantir a expansão dessas soluções. Ivan Kuhl, um dos colaboradores da empresa, que é deficiente visual, estimulou a companhia a desenvolver uma solução tecnológica específica para adaptá-lo ao trabalho no escritório corporativo. O profissional, que está no Grupo Boticário há cinco anos na área de Gestão de Patrocínios, consegue responder aos e-mails por meio de um software que lê e repassa por áudio as informações que aparecem no monitor. Além disso, a empresa sempre providenciou documentos com acessibilidade para ampliar o seu acesso aos conteúdos. “Participei de todos os processos na minha área e nunca fui tratado de forma diferente por ninguém na companhia. E com a minha vivência, também ajudo o Grupo em questões relacionadas ao tema, opinando sobre o que funciona ou não para pessoas com visão limitada”, completa.  

Seguindo o lema das pessoas com deficiência, “nada sobre nós, sem nós”, que significa que nenhum resultado a respeito das pessoas com deficiência deverá ser gerado sem a plena participação das próprias pessoas com deficiência, Ivan não só opina como também cria. À exemplo disso é o catálogo que os revendedores utilizam, totalmente acessível e com a curadoria do Ivan. Por meio de um QR Code, que ao ser escaneado, abre a versão online do catálogo, é feita a leitura dos textos e descrição de imagens repassando as informações através de áudio. “Coloquei a mão na massa e fomos observando junto com o time todos os pontos em que poderíamos melhorar o catálogo, afinal a venda direta também chega ao público deficiente e é importante que as revendedoras também tenham esse material”, completa Ivan. 
Na área de Pesquisa e Desenvolvimento de produtos, já existem inúmeras iniciativas relacionadas à acessibilidade, como por exemplo extensores, formas diferentes de aplicação dos produtos e tecnologias assistivas que facilitem a interação do consumidor com deficiência com os produtos do Boticário.  Desde a criação de um novo design, fórmulas, passando por tecnologias até os produtos chegarem nas lojas.  
Outras soluções como etiquetas sensoriais, que diferenciam as embalagens, também facilitam a experiência dentro de loja.  “É uma iniciativa importante que surgiu com a proximidade da marca no dia a dia das pessoas com deficiência. Notamos que eles marcavam os produtos com fita adesiva para conseguir diferenciá-los e identificamos que isso seria um recurso simples, mas efetivo para quem tem a visão reduzida”, comenta Alexandre Bouza, diretor de marketing da marca.   

De dentro para fora
Diversidade e inclusão começam dentro das lojas: todos os treinamentos feitos para as revendedoras e consultoras são pautados no respeito, empatia e amor ao próximo, prezando por sempre se colocar no lugar do outro na hora do atendimento. Isso incluí na didática pautas sobre Libras, clientes ocultos em todos os pontos de vendas do Brasil para avaliar se os atendimentos estão seguindo as orientações. 
Esse movimento não está restrito aos espaços físicos. O Boticário passou a utilizar nas legendas das fotos do Instagram e Fanpage da marca o recurso #paracegover onde há a descrição detalhada do que contém na imagem que ilustra o post, atualmente, inclusive, já alterou a mesma para #ParaTodosVerem, atingindo assim outros tipos de deficiência visual. No Youtube, por exemplo, os vídeos do canal Desejos de Make são divulgados com áudio-descrição, libras e por conta da enorme procura, foi criado, inclusive, um canal só para surdos e deficientes visuais, onde todos os vídeos são produzidos em libras e com áudio-descrição. O e-commerce da marca também conta com todos os recursos para uma melhor visualização e navegação. 
“Investimos em treinamentos e em soluções que levem cada vez mais experiências diferenciadas ao nosso público e que quebrem as barreiras de comunicação. Graças aos feedbacks que recebemos dos nossos colaboradores surdos, que participam ativamente dando opiniões sobre os conteúdos  que criamos, entendemos, por exemplo, que deveríamos substituir um avatar de tradução em libras pela tradução humanizada. Nas nossas lojas próprias temos o programa #todabeleza que objetiva promover o debate sobre a diversidade no varejo e contribuir para a ampliação do perfil da força de vendas, incluindo o estímulo à contratação de pessoas com deficiência para os postos de atendimento em lojas. Com isso, queremos estimular outras empresas a seguirem esse objetivo de serem cada vez mais inclusivas”, completa Bouza.  

Publicidade inclusiva 
Apesar dos avanços, a publicidade ainda peca quando o assunto é representatividade. Quando se trata de acessibilidade o problema é ainda maior. O Boticário trabalha para cada vez mais garantir a inclusão dessas pessoas em suas campanhas. Em um dos filmes mais recentes, de Nativa Spa Karité, por exemplo, o elenco contava com uma cadeirante e no de Dia das Mães, um menino com Síndrome de Down e no Natal de 2018 um menino surdo.     

Sobre O Boticário   O Boticário é uma empresa brasileira de cosméticos, unidade de negócios do Grupo Boticário. Inaugurada em 1977, em Curitiba (Paraná), a marca tem a maior rede franqueada de cosméticos do país com mais de 3.700 pontos de venda, em 1.750 cidades brasileiras, e mais de 900 franqueados. Presente em 15 países, há mais de 40 anos desenvolve produtos com tecnologia, qualidade e sofisticação – seu portfólio tem mais de 850 itens de perfumaria, maquiagem e cuidados pessoais.Comprometido com a beleza das pessoas e do planeta, O Boticário não realiza testes em animais e investe na melhoria contínua de produtos e processos para torná-los cada vez mais sustentáveis. O programa de logística reversa da marca, o Boti Recicla, é um dos maiores do país em pontos de coleta – em todas as lojas os consumidores podem devolver as embalagens vazias, que são encaminhadas para a reciclagem correta. Outro exemplo de cuidado em toda a cadeia é a fábrica de cosméticos de Camaçari (BA), a primeira do segmento a receber o certificado LEED de construção sustentável no Brasil

Blog dos Pernés na Mídia

No final de março lançamos uma parceria com um site de noticias empresariais e agora temos um novo menu no topo da página.

E em resultado de tal parceria ganhei uma distribuição de uma matéria que foi divulgada em vários sites e blogs da web. Para ler nosso post pode clicar aqui e aqui.

Que orgulho! Espero que motive muitas pessoas a aprenderem sobre a Língua de Sinais.